Brasil tem 533 mil mortos por Covid; em queda há 15 dias, média móvel é de 1.296 vítimas diárias
País contabiliza 533.546 óbitos e 19.086.184 casos, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa com dados das secretarias de Saúde. Média móvel de casos é a menor desde fevereiro;
O Brasil registrou 597 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando neste domingo (11) 533.546 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias chegou a 1.296 – o menor registro desde o dia 2 de março (quando estava em 1.274). Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -20% e aponta tendência de queda. É o 15º dia seguido de queda nesse comparativo.
Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h deste domingo. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.
Fonte: G1
Covid-19: aulas com presença intercalada elevam risco de contágio
Possiblidade de infecção pode aumentar até 270%, diz pesquisa
A volta às aulas com presença intercalada de estudantes eleva em até 270% o risco de contágio pelo novo coronavírus nas escolas, considerando 80 dias de funcionamento. A análise foi feita usando modelos matemáticos em escolas do município alagoano de Maragogi, que tem 33 mil habitantes. Por outro lado, um cenário que simula imunização de profissionais, testagem, monitoramento e fechamentos intermitentes mostrou queda da alta de contágio para 18%.
Os pesquisadores fazem parte do projeto ModCovid19, apoiado pelo Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), da Universidade de São Paulo (USP) e selecionado pelo Instituto Serrapilheira em uma chamada de projetos emergenciais para análise da crise sanitária da covid-19. O estudo foi coordenado por Claudio Struchiner, da Fundação Getulio Vargas (FGV) eda Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e Tiago Pereira, da USP São Carlos.
“Se tem uma criança infectada, como as escolas tendem a ser ambientes fechados, há muita dispersão do vírus ali”, diz Tiago Pereira. O pesquisador explica que o protocolo, feito em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (Ufal), deve ser implementado em Maragogi com o envolvimento da prefeitura. Para chegar aos resultados, a pesquisa usou dados demográficos, socioeconômicos e epidemiológicos de Maragogi e definiu quatro cenários possíveis.
O primeiro cenário é o das escolas fechadas e o segundo, o da reabertura, com turmas e horários reduzidos (turno de duas horas, turmas separadas em dois grupos e aulas presenciais em dias intercalados). No terceiro, haveria reabertura reduzida, com funcionários imunizados, mas mantendo as condições do segundo cenário.
No quarto cenário, a reabertura seria reduzida, com monitoramentos e fechamentos temporários: turno de duas horas, turmas separadas em dois grupos, com aulas presenciais em dias intercalados. Além disso, os estudantes seriam testados e isolados (14 dias), quando sintomáticos, ou quando familiar for confirmado positivo. Se o estudante for confirmado positivo, todo o grupo é suspenso por 14 dias e, se mais de um grupo apresentar alunos com resultado positivo, a escola é fechada por sete dias.
O quarto protocolo foi o que se mostrou mais seguro, com aumento de 18% de casos na comunidade escolar e de 3% na cidade como um todo. “O custo da testagem é relativamente alto – cada teste de antígeno custa em torno de R$ 25 –, porém, o custo de três vezes mais crianças infectadas, não só crianças, mas pais infectados, é muito maior. O teste, na verdade, é barato”, afirma o pesquisador.
Pereira destaca que a imunização entre os profissionais também se mostrou efetiva. “Imunizar os funcionários diminui pela metade a infecção. É muito bom, mas não é suficiente para conter com respeito à escola fechada”, acrescenta.
De acordo com a pesquisa, no terceiro cenário, o contágio pode aumentar em 178% o risco de covid-19 na população escolar.
Fonte: Agência BRASIL EM 18/05/2021
A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES) identificou uma nova variante do vírus da covid-19 em circulação no estado. A cepa foi encontrada principalmente na Região Norte, mas também foi identificada em amostras nas regiões Metropolitana, Centro e Baixada Litorânea.
De acordo com o comunicado, a nova variante é uma mutação da linhagem P1, que permanece em maior frequência no estado, correspondendo a 91,49% das amostras analisadas. Também foram identificadas, em menores proporções, linhagens da variante B.1.1.7, identificada inicialmente no Reino Unido, em 2,13% das amostras e a P2, identificada no próprio estado do Rio, em 0,53%.
Segundo a Secretaria, nessa etapa foram investigadas 376 amostras, de 57 municípios, selecionadas a partir de genomas enviados ao Laboratório Central Noel Nutels (Lacen/RJ), entre os dias 24 de março e 16 de abril. Ao todo, já foram analisadas, desde fevereiro, 708 amostras. A variante P1 prevaleceu nos sequenciamentos.
O que são cepas?
O vírus SARS-Cov-2, popularmente chamado de coronavírus, assim como outros vírus, sofre mutações. Mesmo que a maioria delas não tenha impactos significativo na disseminação do vírus, algumas mutações ou combinações de mutações podem fornecer aos vírus uma vantagem seletiva, como maior transmissibilidade ou capacidade de evadir a resposta imune do hospedeiro.
Até o momento centenas de cepas do coronavírus já foram identificadas, mas nem todas são consideradas relevantes para a saúde pública. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) estabeleceu três classificações para monitorar essas mutações: as “variantes de interesse”; “de preocupação” e “de alta consequência”.
Casos e óbitos por Covid-19 crescem em unidades prisionais
Número de casos e óbitos por Covid-19 nas penitenciárias seguem em alta. Segundo dados compilados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em unidades prisionais, somente nos últimos 30 dias houve um aumento de 24,2% de mortes pelo vírus, tanto entre pessoas presas quanto servidores.
No sistema socioeducativo, a alta é ainda maior, de 59,5%, passando de 42 para 67 os registros de mortes ocasionados pela doença, todos entre servidores. Foram registrados 83.587 casos em ambos os sistemas com 431 óbitos desde o início da pandemia.
Segundo o diretor do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Sandro Abel Sousa Barradas, a pasta vem monitorando os casos para entender as necessidades dos gestores locais. “Nas ações de apoio ao sistema prisional, o Depen realizou doações de EPIs, máscaras, luvas, álcool em gel, além de outros equipamentos como também apoio técnico através de reuniões periódicas e ações junto aos gestores da administração penitenciária com diretrizes do Ministério da Saúde”, afirmou.
De acordo com o controle do departamento, a taxa de letalidade em razão da Coivid-19 está em 0,31%. Comparando os dados com a população livre, a taxa de letalidade entre os custodiados no sistema penitenciário brasileiro é 7 vezes menor, destacou Barradas. Na compra de insumos de combate ao vírus e testes rápidos foram investidos R$ 46,4 milhões.
No levantamento do CNJ também constam os recursos recebidos para a prevenção do contágio. Apenas Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Piauí e Rio Grande do Sul informaram haver recebido recursos federais, que somam um total de R$ 3 milhões. No caso das unidades socioeducativas a abrangência foi um pouco maior, 10 estados, que receberam R$ 14 milhões no total.
O Judiciário também está destinando verbas de penas pecuniárias ao combate à pandemia em diferentes frentes, 25 estados informaram a adoção da medida. A transferência de recursos de penas pecuniárias soma R$ 84,7 milhões.
Durante a pandemia, diversas unidades prisionais e socioeducativas suspenderam visitas e transferências de presos, na tentativa de tentar conter o avanço do vírus. O infectologista do Hospital das Forças Armadas (HFA), Hemerson dos Santos Luz, reconhece ser difícil manter medidas de distanciamento, sobretudo pela vulnerabilidade do sistema prisional. Para ele é necessário criar medidas direcionadas e a vacinação deve ser uma prioridade.
"É necessário criar protocolos específicos e que se apliquem a essa população, e a vacinação deve ser uma prioridade no conjunto dessas medidas. Vacinar os trabalhadores do sistema prisional e as pessoas privadas de liberdade é fundamental”, disse.
Vacinação
Os dados do monitoramento do CNJ sobre a vacinação no sistema prisional ainda estão incompletos. As informações foram solicitadas em todo o país, mas apenas Amapá e Santa Catarina deram retorno até a publicação. Nesses dois estados, das pessoas privadas de liberdade, apenas 101 receberam a primeira dose do imunizante e 16 a segunda. Entre os servidores o número é ainda menor, 47 receberam a primeira dose e 30 a segunda.
O Conselho espera que a defasagem de informações seja corrigida a partir das próximas edições quinzenais, que devem conter informações mais robustas sobre a imunização.
Enquanto Bolsonaro vetava recursos para o setor, o Brasil viu crescer em 69.105 os novos casos de infectados pela covid-19 nesta sexta-feira (23) - Douglas Magno/AFP
O Brasil chegou nesta sexta-feira (23) a 2.914 mortes por covid-19 em um período de 24 horas. Já são 386.416 as vítimas da pandemia do novo coronavírus e do descaso do governo federal desde o início da pandemia.
Apesar de o Brasil ser um dos epicentros mundiais da doença, o governo de Jair Bolsonaro (sem partido) reduziu de R$ 524 bilhões para R$ 103 bilhões a previsão de gastos extraordinários contra os efeitos da pandemia.
“Os valores foram confirmados nesta sexta-feira (23) pelo secretário do Tesouro Nacional, Bruno Funchal, durante entrevista no Palácio do Planalto sobre o Orçamento de 2021”, informou o jornal O Globo.
Aprovado com vetos por Bolsonaro na data limite (22), o orçamento prevê ainda a retirada de R$ 2,2 bilhões do Ministério da Saúde, comprometendo programas de adequação de sistemas tecnológicos, ações de pesquisa e desenvolvimento, manutenção de serviços laboratoriais, assistência farmacêutica e construções de sedes regionais da Fiocruz.
Enquanto Bolsonaro vetava recursos para o setor, o Brasil viu crescer em 69.105 os novos casos de infectados pela covid-19, que já atinge 14.237.078 de contaminados em um ano e um mês de pandemia. Os números reais, no entanto, são ainda mais altos, já que o Brasil está entre os países que menos testa sua população.
São Paulo se abre para a covid-19
O estado de São Paulo contou 863 mortes por covid-19 no período de 24 horas, com 17.812 novos casos. Mais de 2,8 milhões já adoeceram e 91.673 foram vitimados pela doença no estado que tem cerca de 80% das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) ocupadas.
Mesmo assim, o governo de João Doria (PSDB) decidiu dar sequência à fase de transição da quarentena. A partir deste sábado (24), está autorizada a reabertura de salões de beleza, academias, clubes, parques, cinemas e convenções em todo o estado.
O vice-governador, Rodrigo Garcia, justificou o avanço por uma pequena melhora nos índices de novos casos, internações e mortes pela covid-19, mas em todas as regiões os parâmetros seguem acima do nível máximo estabelecido no Plano São Paulo, que coordena a reabertura do comércio e dos serviços.
Além disso, das 17 regiões do estado, quatro ainda têm mais de 90% de ocupação de UTIs para pacientes com covid-19. Outras nove regiões estão com mais de 80% de ocupação dos leitos de terapia intensiva, o que os mantaria na fase vermelha.
Apenas quatro regiões tiveram uma maior redução nas internações e chegaram a índices de fase laranja na ocupação de UTI: Baixada Santista, Grande São Paulo, Campinas e Piracicaba, mas todas mantêm altos índices de novos casos, internações e mortes.
Pandemia jovem
A Fiocruz alerta para o que chamou de rejuvenescimento da pandemia. Levantamento referente às semanas 14 e 15, período de 4 a 17 de abril, constata que o aumento diferencial por idades se manteve entre os casos e óbitos de covid-19.
“A análise aponta que a faixa etária dos mais jovens, de 20 a 29 anos, foi a que registrou maior aumento no número de mortes por covid: 1.081,82%. Nas idades de 40 a 49 anos (1.173,75%) houve o maior crescimento do número de casos”, relata o boletim da Fiocruz.
As taxas de ocupação de leitos de UTI para adultos no SUS, em diversos estados, se mantêm, em geral, em níveis muito elevados. “Dados obtidos em 19 de abril, em comparação aos do último dia 12, indicam a saída do Amapá de zona de alerta crítico para zona de alerta intermediário, na qual já se encontravam Amazonas, Maranhão e Paraíba. Exceto por Roraima, fora de zona de alerta, os demais estados e o Distrito Federal permaneceram em zona de alerta crítico.
A análise constata, ainda, as incidências de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG), outro indicador estratégico. Apesar de estarem em estabilidade em alguns estados ou em redução, os níveis são considerados ainda muito altos. Cerca de 90% dos casos de SRAG são devido a infecções por Sars-CoV-2.
Dezenove estados e o Distrito Federal apresentam taxas de incidência muito elevadas, acima de 10 casos por 100 mil habitantes: Rondônia, Roraima, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Goiás. Os pesquisadores alertam que “estabilidades em níveis elevados não são desejáveis porque os leitos hospitalares ainda permanecem com ocupação alta”.
Fonte: Brasil de Fato
Covid-19: Bolsonaro afirma que Fiocruz entregará 18 milhões de vacinas até o fim de abril
19/04/2021
O presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou neste domingo (18), que a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) vai entregar 18 milhões de vacinas contra a Covid-19 até o final de abril. A informação foi dada por meio de uma rede social. Segundo o presidente, do total, serão entregues 4,6 milhões de doses ainda nesta semana e mais 6,7 milhões na próxima semana.
Na última sexta-feira (16), a Fiocruz já havia repassado quase 3 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). Além dessa quantia, outras 2,2 milhões de doses já haviam sido entregues na última quarta (14).
Bolsonaro disse, ainda, que a expectativa é de que o volume de entrega de imunizantes cresça nos próximos meses. De acordo com ele, no segundo semestre de 2021, a Fiocruz deve entregar 110 milhões de doses da vacina.
Coronavac: Butantan esclarece sobre quantidade de doses nos frascos
13/04/2021
Após relatos de gestores municipais, o Instituto Butantan emitiu, em suas redes sociais, uma nota oficial sobre a distribuição de um volume menor na composição das ampolas das vacinas. Segundo o comunicado, cada frasco de imunizante contra a Covid-19 contém 10 doses de 0,5 ml e mais um conteúdo extra, totalizando 5,7 ml.
O Butantan ainda reafirma que o volume foi aprovado pela Anvisa e é considerado suficiente para a extração das 10 doses, podendo render até 11 doses do imunizante. Para isso, o Instituto relembra da importância de fazer a aspiração correta das vacinas contidas em cada frasco, e que eles, inclusive, já produziram informes técnicos que orientam os profissionais da saúde a usarem as doses extras.
Após o ocorrido, a bula da Coronavac irá ser atualizada e ganhará também um vídeo explicativo. Eles poderão ser acessados no site oficial do Instituto Butantan.
Permissão para compra de vacinas por empresas é aprovada na Câmara e vai ao Senado
10/04/2021
O Senado Federal vai votar nos próximos dias o projeto de lei que permite a compra de vacinas contra a Covid-19 por empresas privadas. A Casa recebeu o PL 948/2021 após o texto ser aprovado pela Câmara dos Deputados, por 317 votos a favor e 120 contrários.
O projeto é de autoria do deputado federal Hildo Rocha (MDB/MA) e teve como relatora na Câmara a relatora, deputada Celina Leão (PP/DF). Na prática, o PL busca alterar a Lei 14.125, de 2021, que já havia liberado as empresas para adquirir diretamente os imunizantes, mas só permite que todas as doses sejam enviadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) e utilizadas no Programa Nacional de Imunizações (PNI).
Caso o novo texto seja aprovado pelo Senado Federal, será permitido que empresas realizem as aquisições de vacinas individualmente ou por meio de consórcios, sejam elas registradas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou por qualquer autoridade sanitária estrangeira reconhecida e certificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), desde que metade das doses sejam obrigatoriamente cedidas ao SUS.
Funcionários
Outro destaque do PL é a alteração da legislação atual quanto à ordem de aplicações de doses. O texto do projeto retira a exigência de começar a vacinação privada somente após a imunização dos grupos prioritários pelo SUS. A proposta permite que as empresas particulares usem imediatamente a outra metade das doses adquiridas para imunizar “empregados, cooperados, associados e outros trabalhadores que lhe prestem serviços”.
Para Hildo Rocha, o projeto tem como base agilizar o processo de imunização contra a Covid-19 dos brasileiros. Assim como Celina Leão, o parlamentar acredita que a proposta beneficia trabalhadores e a economia do país.
“Permitir que a empresa compre a vacina e vacine os seus funcionários é facilitar e acelerar a vacinação. Hoje, o Brasil já tem 560 milhões de vacinas contratadas pelo governo federal, que são suficientes para vacinar a população. Mas o que nós temos que ter é pressa. Acelerar para evitar as mutações desse vírus”, pontuou.
Por outro lado, o deputado da oposição Alessandro Molon (PSB/RJ), defendeu no plenário da Câmara que a proposta deixa uma parte significativa da população prejudicada.
“Por que será que o mundo inteiro não permite a compra de vacinas privadas? Porque, evidentemente, isso vai causar um apartheid sanitário no Brasil. Mais uma vez, os mais pobres vão ficar para trás. Não me digam que os trabalhadores vão ser vacinados, porque é possível até que uma parte seja. Mas e os trabalhadores das empresas que não tiverem dinheiro para comprar vacina? E os trabalhadores autônomos? E os informais? E os desempregados?”, questionou.
Público e privado
Na visão de Wilames Freire, presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), a ideia de ter mais doses disponíveis no Brasil é boa, mas é preciso que elas sejam aplicadas ao plano do governo federal.
“Acho que toda vacina que chegue ao país é bem-vinda, desde que a gente coloque tudo no Plano Nacional de Imunização. Sou contra a iniciativa privada comprar vacina. Acho que a ideia é bem-vinda, desde que venha para o PNI. O que eu vejo no Brasil é que o problema não é dinheiro para comprar vacina, é o acesso ao imunizante, que está difícil em todo mundo, esse é o principal problema”, opina.
O PL que será votado no Senado também estipula que as vacinas compradas em fabricantes que já venderam doses ao Ministério da Saúde só podem ser entregues à iniciativa privada após toda a remessa acordada com o governo federal seja entregue. Em caso de descumprimento, o fabricante do imunizante pode ser condenado a pagar uma multa de dez vezes o valor gasto na aquisição.
Saúde prepara distribuição de mais de 5 mil concentradores de oxigênio
08/04/2021
O Ministério da Saúde prepara a distribuição dos concentradores de oxigênio doados ao Sistema Único de Saúde (SUS) por 12 empresas privadas. Até o momento, são 5.133 equipamentos que irão auxiliar no tratamento de pacientes com covid-19 na rede pública de saúde.
Nesta quarta-feira (7), um carregamento com 1.899 equipamentos foi entregue no aeroporto de Guarulhos. Os concentradores chegarão ao País, de forma escalonada, até o dia 14 de abril – a ação de logística para a entrega aos estados será coordenada pelo Ministério da Saúde durante este mês de abril.
A aquisição ocorreu após abertura de edital de chamamento público coordenada pelos Ministérios da Saúde e da Economia.
Os concentradores de oxigênio funcionam como mini usinas, podendo produzir, diariamente, o equivalente a mais de 7m3 de oxigênio com 93% de pureza, adequado ao consumo humano. Os equipamentos são usados em pacientes leves e moderados com covid-19, oferecendo cerca de cinco litros de oxigênio por minuto.
CoronaVac é eficaz contra variante brasileira do coronavírus
08/04/2021
A vacina CoronaVac, fabricada pelo Instituto Butantan e pela chinesa Sinovac, se mostrou 50% eficaz contra variante P1 do coronavírus, que surgiu em Manaus e já se espalhou por vários estados brasileiros. A confirmação é de um estudo com 67.718 trabalhadores da saúde de Manaus, que receberam a primeira dose do imunizante.
A efetividade em prevenir o adoecimento foi confirmada 14 dias após a aplicação da primeira dose. Ainda não se sabe a efetividade após a segunda aplicação, o que será analisado nos próximos dias.
A análise foi feita pelo Grupo Vebra Covid-19, que reúne pesquisadores de instituições nacionais e internacionais, secretarias estaduais de Saúde do Amazonas e de São Paulo e as secretarias municipais de Saúde de Manaus e São Paulo, apoiado pela Organização Pan-Americana de Saúde.
A CoronaVac é um imunizante de vírus inativo, ou seja, ela possui todas as partes do vírus, o que pode gerar uma resposta imune mais abrange em relação às outras vacinas, que utilizam somente a proteína Spike (proteína usada pelo coronavírus para infectar as células).